CrushTechs - as startups brasileiras que escalam corações.

12/06/2020

Já virou tradição a divulgação que a CBInsights - plataforma global de inteligência de mercado - faz todo mês de Fevereiro, no Valentine´s Day americano, do mapeamento de startups atuantes em categorias relacionadas à data.

Veja último mapeamento e matéria completa aqui.

A TechForFashion garimpou as startups destes ecossistemas por aqui, e construiu um mapeamento semelhante, adaptado para o Brasil. O resultado por categoria você vê abaixo.

Namoro & Encontros.

Conforme a Statista, existem 1.500 startups atuando neste mercado globalmente. A líder é a Match Group, que fatura mais de US$ 1 bilhão ao ano.

O Brasil é seu segundo maior mercado - a empresa estima que entre 50% e 60% dos solteiros do país estejam em suas plataformas. O que impressiona é a segmentação nos mais diferentes públicos – são mais de 50 nichos atendidos em seu portfólio, com pelo menos 8 ativos no Brasil - Tinder, Plenty of Fish, ParPerfeito, OurTime, Femme, G Encontros, DivinoAmor (para evangélicos), SingleParentMeet (para homens e mulheres solteiros com filhos).

Outros concorrentes ainda disputam o filão por aqui.

O Facebook lançou o seu “dating” apenas em 2019, ainda com baixa relevância.

Destaque para o Raya, plataforma exclusiva voltada para celebridades, executivos de sucesso e outras pessoas mais conhecidas pela mídia.

Casamentos.

Com uma oferta de serviços bastante diversificada, encontramos startups que se propõem a “resolver o problema por completo” sobre a organização de evento, e outras que se especializaram em alguma etapa desta jornada.

A O Amor É Simples facilita a aquisição do vestido de noiva. Captou R$ 650 mil em rodada de investimentos da CapTable, plataforma equity crowdfunding da StartSe. Pretende chegar a um faturamento de R$ 16 milhões até 2025.

A iCasei surgiu há 12 anos como uma plataforma com dicas e fornecedores. Já mediou mais de US$ 1 bilhão em compras para listas de presentes. Com a pandemia e queda de demanda, lançou mais um serviço: as lives de cerimônias e festas.

A Wedy – antes Mecasei.com - é a mais tecnológica, apostando em inteligência artificial para entregar aos noivos sugestões personalizadas – um bom uso para os investimentos captados no último ano.

Fotos.

Com as impressões em desuso, as startups apostam em serviços plugados na era digital e em curadoria.

A Phosfato já faturou mais de R$ 10 milhões com clubes de assinatura e usa algoritmos para curadoria de fotos de clientes em suas redes sociais. Já conta com 77 mil assinantes, e já produziu mais de 2,5 milhões de fotos. Em 2018, recebeu aporte de R$ 400 mil em uma rodada mista de investimento entre um fundo e uma plataforma de equity crowdfunding.

Flores.

Apesar de ser um mercado grande e povoado de players para os mais diferentes públicos, a concentração fica entre as 2 grandes - a Flores Online, primeiro e-commerce do país que faz parte do Grupo Flora, também controlador da Isabela Flores e a Uniflores, e que tem a X8 Investimentos por trás de seus negócios - e a Giuliana Flores, a maior entre eles, com 60% de marketshare.

Vinhos.

O negócio de ecommerce da categoria coloca o Brasil em 3º lugar no mercado mundial, perdendo apenas para China e do Reino Unido.

Existem mais de 8 milhões de consumidores de vinho online no Brasil, dos quais 1,7 milhão faz compras regulares pela Internet.

Também com grande segmentação (plataforma para vinhos franceses, outra apenas para vinhos brasileiros, assinaturas das mais variadas, etc ), o mercado gira em torno da Wine.com.br e Evino.com.br, que representam 95% do segmento.

A Wine tem como principal investidor a Península Participações, de Abílio Diniz, com um faturamento aproximado de R$ 450 milhões.

Mimos.

Diferentemente dos EUA, startups de outras categorias relevantes nesta data tem pouca expressão no país - ou então pecam em sua comunicação.

Chocolates, lingeries, jóias ... a falta de representantes de marcas D2C (direct-to-consumer) ou com modelos de negócios digitais mostra que há desafios para se estabelecer neste mercado, mas também grandes oportunidades.

As categorias de consumo são mais aquecidas nesta data através de plataformas de vendas (marketplace), ou pelos próprios ecommerces de marcas e varejistas predominantemente offline.

Alguns destaques: Chocolates Dengo (não puramente digital, mas altamente tecnológica e sustentável em seus processos; Nina Bruni, marca nativa digital que oferece jóias customizadas; ClickSophia, marketplace especialista em lingerie.

Se você conhece alguma startup que poderia se enquadrar neste mapeamento, não deixe de compartilhar. Consideramos startups os negócios nativos digitais, com soluções escaláveis de base tecnológica, diretamente para consumidores (B2C, D2C), para outras organizações B2B, ou B2all.

Fontes: techtudo.com.br | blog.vindi.com.br | globo.com | revista pegn | exame.com